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    CCPA: Uma explicação para editores digitais

    Com a chegada de 2020, a Lei de Privacidade do Consumidor da Califórnia (CCPA) entrou oficialmente em vigor. No entanto, o gabinete do Procurador-Geral não pode, tecnicamente, iniciar a fiscalização até julho; portanto, é essencial…
    Atualizado em: 1 de dezembro de 2025
    Michael Korsunsky

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    Michael Korsunsky

    Vahe Arabian

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    Com a chegada de 2020, a Lei de Privacidade do Consumidor da Califórnia (CCPA) entrou oficialmente em vigor. No entanto, o gabinete do Procurador-Geral só pode começar a fiscalizar o cumprimento da lei em julho; portanto, é essencial que as editoras aproveitem este período de transição para se adequarem às novas regras, caso ainda não o tenham feito. Ao regulamentar a coleta, o processamento e o compartilhamento de dados pessoais, a lei oferece às editoras a oportunidade de serem totalmente transparentes sobre suas práticas de dados, permitindo que elas coloquem a privacidade, a segurança e o uso responsável das informações do consumidor no centro de seus negócios.  Assim, tendo isso em mente, vamos analisar mais de perto o que a CCPA significa para os editores digitais e o que eles podem fazer para garantir a conformidade.   

    A quem se aplica a CCPA?

    À primeira vista, algumas editoras podem achar que a CCPA não as afeta; isso se deve a dois motivos principais. Primeiro, ela se aplica apenas a empresas com faturamento anual igual ou superior a US$ 25 milhões, que possuem dados de mais de 50.000 consumidores ou que obtêm mais da metade de sua receita anual com a venda de dados pessoais. Segundo, ela se aplica apenas a empresas que processam informações pessoais de residentes da Califórnia.   Apesar desse raciocínio, recomenda-se que todas as editoras busquem a conformidade com a CCPA. Seus termos podem ou não estar sujeitos a alterações, mas, de qualquer forma, é recomendável que as editoras sigam as diretrizes atuais, especialmente considerando outras leis de dados estaduais e nacionais em tramitação que provavelmente terão aplicação universal. Da mesma forma, é pouco eficaz que as práticas de dados sejam alteradas de acordo com o estado; dada a vasta extensão da Califórnia, qualquer lei estadual se tornará, essencialmente, um substituto para a regulamentação federal. Portanto, em vez de tentar contornar regulamentações de dados como a CCPA, as editoras digitais devem aceitar a necessidade de se adequar a elas.   

    Que direitos de dados isso confere? 

    A CCPA (Lei de Privacidade do Consumidor da Califórnia) concede aos consumidores o direito de compreender as práticas de coleta de dados das empresas, de acessar quaisquer dados pessoais coletados sobre eles nos últimos 12 meses e, em última instância, de solicitar a exclusão dessas informações, caso desejem. Além disso, também lhes garante o direito de não terem seus dados pessoais compartilhados ou vendidos, sendo fundamental que todos os editores incluam um link de desativação em seus sites. A lei garante aos consumidores o direito a serviços e preços iguais, de modo que as empresas não possam discriminá-los caso optem por exercer seus direitos sob a CCPA, por exemplo, recusando a venda de dados a terceiros.   

    Quais são as implicações do não cumprimento? 

    As multas por descumprimento da CCPA chegam atualmente a US$ 7.500 por violação intencional e US$ 2.500 por violação sem intenção. Além disso, as editoras podem ter que pagar indenizações de até US$ 750 a quaisquer indivíduos afetados, mesmo que o descumprimento aparentemente não tenha causado danos. Mas, embora as multas potenciais resultantes de uma violação da CCPA sejam, sem dúvida, prejudiciais às editoras, a má reputação associada a uma violação pode ser ainda maior. Ao cumprir a regulamentação, as editoras podem construir a confiança do consumidor e manter uma reputação positiva.    

    Três etapas para a conformidade do editor

    Passo 1: Compreender os fluxos de dados. O primeiro passo para os editores é compreender seus fluxos de dados, entendendo o que coletam, onde os dados são armazenados e para que são usados. Ao implementar sistemas unificados de armazenamento de dados, eles podem obter uma visão geral dos dados que possuem e atender às solicitações de acesso ou exclusão dos consumidores de forma rápida e eficiente, o que é essencial considerando o prazo de 45 dias. Os editores também precisam entender com quais terceiros estão compartilhando dados; a CCPA (Lei de Privacidade do Consumidor da Califórnia) tem um forte foco na venda de dados, mas isso não exige necessariamente uma transação financeira, aplicando-se também à divulgação de informações para fins comerciais que não envolvam pagamento. Ao adotar especificações do setor, como ads.txt e sellers.json, os editores podem obter uma visão mais abrangente da cadeia de suprimentos de dados e uma compreensão mais profunda de com quem estão compartilhando seus dados. Etapa 2: Determinar a necessidade de dados. Ao compreenderem os fluxos de dados, os editores podem aproveitar a oportunidade para decidir quais dados pessoais realmente precisam coletar, armazenar e compartilhar. Por exemplo, considerando que os dados inferidos usados ​​na segmentação de anúncios comportamentais ainda são uma incógnita sob a CCPA, os editores podem querer explorar outras opções, como a publicidade nativa, que utiliza segmentação contextual e não exige informações pessoais. Quanto menos dados pessoais os editores coletarem, menor será o risco de infringir a CCPA.     Etapa 3: Garanta total transparência. Ao compreenderem suas práticas de dados, os editores devem garantir que estas sejam totalmente divulgadas em seus sites. Eles podem usar o IAB (International Association of Biotechnology) para obter orientações sobre como proceder com os dados Estrutura de conformidade com a CCPA para editoras e empresas de tecnologia tanto para orientar sobre como explicar as práticas de dados aos usuários por meio de divulgações claras, quanto como um mecanismo operacional para conformidade. A estrutura permite que os editores incluam o link necessário "não venda minhas informações pessoais" e enviem automaticamente um sinal aos parceiros tecnológicos subsequentes quando o link for clicado, para garantir que eles respeitem as escolhas do usuário. Apesar de a CCPA já estar em pleno vigor, as editoras ainda têm tempo para aprimorar suas práticas de dados. Ao avaliar seus fluxos de dados, decidir quais informações são essenciais e garantir total transparência, elas podem aproveitar ao máximo a oportunidade oferecida pela CCPA e outras leis de proteção de dados, colocando a privacidade do consumidor no centro de seus negócios.    
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