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    Mark Leccese – Emerson College

    Mark Leccese, professor associado de jornalismo no Emerson College em Boston e autor de "The Elements of Blogging: Expanding the Conversation of Journalism" (Os Elementos do Blogging: Expandindo a Conversa sobre Jornalismo), é o mais recente autor de publicações digitais…
    Atualizado em: 1 de dezembro de 2025
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    Mark Leccese é professor associado de jornalismo no Emerson College, em Boston, e é autor de Os Elementos do Blogging: Expandindo a Conversa do Jornalismo.   O QUE O LEVOU A COMEÇAR A TRABALHAR COM PUBLICAÇÃO DIGITAL/MÍDIA? Comprei meu primeiro Mac em meados da década de 1980. Alguns anos depois, descobri os modems e os sistemas de BBS (Bulletin Board System) de acesso discado, e me tornei membro de vários deles, usando-os para meu trabalho como jornalista e também por diversão. Consegui minha primeira conta de internet — gratuita por meio de uma universidade onde eu dava aulas noturnas enquanto trabalhava como repórter de jornal — em 1990. Não demorei a perceber que a internet era uma ferramenta fantástica para um jornalista. A internet pré-web era um ambiente de linha de comando. Aprendi a usar o Pine para e-mail, o Tin para grupos de notícias e — especialmente útil — o Gopher para encontrar documentos governamentais. Assim que consegui uma cópia do navegador Mosaic, comecei a passar horas e horas todos os dias na web. Quando os jornais em que trabalhei nas décadas de 1990 e 2000 começaram a criar sites, me ofereci com prazer para ajudar   COMO É UM DIA TÍPICO PARA VOCÊ? Sou professor de jornalismo em uma faculdade nos EUA, depois de 30 anos como repórter (principalmente cobrindo política), editor e redator de revistas. Começo meus dias com a mídia tradicional: leio três jornais impressos e ouço rádios locais e nacionais com notícias o tempo todo. Mas, assim que ligo o computador, meu dia se resume a e-mails, preparação de aulas no software educacional da faculdade, aulas com os alunos e checagem constante de notícias e sites sobre jornalismo e tecnologia a cada duas horas, além de acessar o Twitter quando tenho um tempinho livre.   COMO É A SUA CONFIGURAÇÃO DE TRABALHO? (SEUS APLICATIVOS, FERRAMENTAS DE PRODUTIVIDADE, ETC.) Tenho um Mac de mesa em casa e outro no trabalho, além de um MacBook Air, um iPad e um iPhone. O iPhone e o iPad são para e-mail e leitura, principalmente de notícias. Uso os aplicativos de várias organizações de notícias (NY Times, Washington Post, Boston Globe e Slate). O único aplicativo para o qual tenho as notificações ativadas é o da Associated Press. Passo muito tempo nele FlipboardAnalisando as cerca de 20 publicações que acompanho, minhas ferramentas de produtividade estão principalmente em computadores desktop e laptops Mac: Microsoft Word e Excel, WordPress, Chrome, Adobe Photoshop, Scrivener (para organizar projetos de escrita longos — um excelente software), TextWrangler e TextExpander, que cria atalhos de teclado personalizados para frases e sentenças curtas ou longas que uso frequentemente ao editar e comentar os trabalhos dos alunos.   O QUE VOCÊ FAZ PARA SE INSPIRAR? A melhor maneira de me inspirar, para mim, é ler o trabalho de outras pessoas. Simplesmente pesquisar na internet e ver que conteúdo e informações existem sobre o tema que estou explorando. Mapas mentais simples me ajudam a organizar meus pensamentos, e fazer listas me ajuda a priorizar. Se estou trabalhando em um projeto com meus colegas de design ou marketing, costumo fazer muitos esboços, pois isso me ajuda a "me colocar no lugar deles" e ver como histórias e conceitos narrativos se traduzem. Isso também me ajuda a manter o foco: se vejo como as coisas são executadas visualmente, sei se devo reduzir ou aumentar o conteúdo que estou criando — ou se preciso adicionar mais elementos interativos ou visuais.   O QUE VOCÊ FAZ PARA SE INSPIRAR? Duas coisas: leio livros e converso com meus amigos, perguntando-lhes sobre projetos jornalísticos interessantes em que estão trabalhando e como planejam apresentá-los.   QUAL É A SUA ESCRITA OU CITAÇÃO FAVORITA? George Orwell: "Para ver o que está diante do nosso nariz, é preciso uma luta constante."   QUAL A COISA MAIS INTERESSANTE/INOVADORA QUE VOCÊ VIU EM OUTRO OUTLET QUE NÃO O SEU? ProPublica.org compilando grandes bancos de dados (sobre as finanças de organizações sem fins lucrativos, sobre médicos que recebem honorários de empresas farmacêuticas e de dispositivos médicos, sobre pagamentos do Medicare, sobre anúncios do Facebook – e muito mais) e construindo uma interface que permite aos leitores consultar os dados. A ProPublica sempre foi pioneira na colaboração coletiva quando o governo divulga grandes quantidades de dados de uma só vez.   Qual é o problema que mais te apaixona no momento? Dois problemas:
    1. Usar menos aplicativos, mas com mais frequência, e tentar aprender e usar todas as funcionalidades de cada um. Todos nós estamos lidando com a sobrecarga tecnológica, e cheguei à conclusão de que saber usar a fundo um número menor de softwares é mais útil do que saber apenas um pouco sobre como usar muitos softwares.
    2. A maneira mais eficaz de contar histórias interessantes e envolventes em dispositivos móveis, porque hoje em dia, se a sua narrativa não funciona em dispositivos móveis, ela simplesmente não funciona.
      VOCÊ TEM ALGUM CONSELHO PARA PUBLICAÇÕES DIGITAIS AMBICIOSAS E PROFISSIONAIS DE MÍDIA QUE ESTÃO APENAS COMEÇANDO? Domine o básico — reportagem, pesquisa, organização e escrita — antes mesmo de começar a usar ferramentas multimídia para contar uma história. Bons músicos trabalham diariamente o básico: sua técnica, a execução de escalas, a produção de um bom som em seus instrumentos. Somente depois de dominarem o básico é que os músicos podem criar músicas que contam histórias e nos emocionam. Seja um músico.

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